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O quarto das palavras

Louveciennes. Voltei para casa para um amante terno e ardente. Carrego comigo cartas ricas e melancólicas de Henry. Avalanches. Preguei na parede de meu escritório duas grandes páginas de palavras de Henry, escolhidas casualmente e um mapa panorâmico de sua vida, para um romance não-escrito. Cobrirei a parede com palavras. Será "la chambre des mots" (o quarto das palavras).
Fevereiro de 1932.

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Sobre Henry

É uma ilusão e a causa de muita decepção. A pessoa lê livros e espera que a vida seja assim, cheia de interesse e intensidade. E é claro que não é assim.  Existem tantos momentos monótonos no ínterim, e eles, também são naturais. Você, em seus livros, pregou a mesma peça. Eu esperava que todas as nossas conversas fossem vibrantes, excitantes. Esperava você sempre embriagado, e sempre delirante.
“Eu vi as pinturas de Nestor de la Torre. Primeiro pintor moderno que me impressiona e me perturba profundamente."


Anaïs, 21 de fevereiro de 1933